
Se ainda restavam dúvidas de que o mercado imobiliário está a viver uma transformação profunda, os dados mais recentes do Banco de Portugal acabam de as dissipar. Até agosto de 2025, os jovens até aos 35 anos foram os protagonistas de 59% dos novos contratos de crédito à habitação.
Mas o que é que este número realmente nos diz sobre o momento atual? No Mercado em Foco, analisamos as entrelinhas desta mudança.
Este crescimento não é um acaso. A subida foi meteórica: passámos de um peso de 44% (entre 2022 e meados de 2024) para quase 60% do mercado em apenas um ano. O grande motor? As medidas de incentivo que mudaram as regras do jogo:
Isenção de IMT e Imposto do Selo: Ao pouparem milhares de euros em impostos à cabeça, os jovens conseguiram canalizar esse valor para a entrada ou para a própria valorização do imóvel.
Garantia Pública: A possibilidade de financiamento a 100% removeu a maior barreira de entrada para quem tem bons rendimentos, mas ainda não tinha conseguido acumular poupanças significativas.
Um dado curioso e essencial: o montante médio de crédito pedido pelos jovens subiu para os 192,6 mil euros (um aumento de 43% face ao final de 2023).
O que isto significa? Os jovens não estão apenas a comprar mais; estão a conseguir comprar imóveis de valor superior. Com as isenções fiscais, o poder de compra desta geração aumentou, permitindo-lhes chegar a casas que antes estavam fora do seu alcance.
Se faz parte deste grupo ou está a pensar investir, há três pontos fundamentais a considerar:
A concorrência aumentou: Com mais jovens no mercado com "luz verde" dos bancos, as casas de tipologia T1 e T2 nas zonas urbanas estão a voar. A rapidez na decisão é agora um fator crítico.
A sustentabilidade é a chave: Embora o financiamento seja mais acessível, os critérios de solvabilidade dos bancos continuam rigorosos. Ter uma taxa de esforço equilibrada é o que garante que a sua "casa de sonho" não se torne um pesadelo financeiro.
Momento de Oportunidade: Com a tendência de descida das taxas de juro a confirmar-se, 2026 desenha-se como o ano da consolidação para quem quer sair do mercado de arrendamento (onde as rendas continuam em níveis recorde).
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Fonte: Imovirtual https://www.imovirtual.com/noticias/destaques/jovens-representam-59-credito-habitacao/